Fernando Pessoa é hoje um dos mais importantes escritores do nosso país. Ele que enquanto vivo apenas publicou a Mensagem, hoje, tem uma obra grandiosa e de que todo o povo português se orgulha.
Ele escreveu diferentes textos literários como o texto poético, argumentativo, publicitário e tantos outros.
Para mim, a escrita publicitária foi a menos conseguida, tendo escrito apenas dois slogans, onde o seu mais famoso”Primeiro estranha-se, depois entranha-se” só foi reconhecido com a entrada em Portugal da Coca-Cola em 1976, pois Salazar não permitia a entrada de tal produto no país. Escreveu mais um, menos conhecido ainda sobre as tintas.
Também participou numa revista com dois amigos Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros chamada “Orpheu”.
Este tipo de escrita não foi, para mim, o que levou Fernando Pessoa a ser reconhecido por todo o mundo e por isso penso que nesta área a escrita dele foi um pouco frustrante apesar de ter muita criatividade e de apelar à compra de produto como é o caso da Coca-Cola que é das bebidas mais consumidas em Portugal.
domingo, 5 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
"A força de um campeão"
Numa manha cinzenta, o sol espreitava sobre as nuvens. Os raios entraram pela janela e com a sua luz brilhante acordaram-me. Mal consegui abrir os olhos, virei-me para o outro lado e voltei a adormecer. Entretanto, tocou o despertador e com salto abrupto saí da cama. Não queria acreditar, mas ia treinar judo com o Paulo, que era a figura principal do nosso clube, não só por ter ganho tantas medalhas mas também por ser Campeão Europeu. O Paulo vivia no outro lado da cidade; era alto, musculado e trazia sempre consigo um sorriso; ele era muito bem disposto.
Ao chegar ao clube o Paulo já estava a treinar e quando me viu sorriu-me e disse que ia ensinar umas técnicas novas que tinha aprendido na Bulgária onde tinha ganho mais uma medalha de ouro.
Fiquei todo contente e lá fui para o tapete apreender. No treino seguinte o Paulo não estava e pensei que se tinha atrasado. Esperei mas ele não apareceu e, continuou sem aparecer. Nunca mais apareceu.
O tempo foi passando e já os dias eram longos e quentes quando ao entrar no ginásio me deparei com ele. Fiquei estupefacto com o que vi. Ali treinando com os outros, estava o Paulo, mas actuando de uma forma diferente. Intrigado tentei saber o que se passava. O Paulo estava cego mas ninguém sabia explicar o que tinha acontecido.
No final do treino abordei-o, não falou em nada mas senti que não tinha perdido o gosto pelo judo e pelo contrário tentava colmatar as suas dificuldades da sua deficiência com a força de vontade inabalável que nele era já característica.
Dia após dia, os progressos do Paulo eram visíveis.
O dia da competição chegou. Era um momento difícil. Todos sentíamos o peso da responsabilidade.
Procurei chegar mais cedo, não só para não perder nada da prova, mas especialmente para estar com o meu amigo e dar-lhe uma palavra de incentivo. Era bom que ele sentisse que todos torcíamos por ele naquele momento e que acreditasse não só que era capaz mas que era o melhor.
Assim foi, combate após combate ele foi vencendo os seus adversários até chegar ao derradeiro momento. Na bancada nós sofríamos tanto ou mais que ele.
O Paulo venceu superando tudo e todos. Esta viria a ser uma das muitas vitórias que se seguiriam. Foi com grande alegria que o vi estabelecer um novo objectivo. Chegar aos Jogos Paralímpicos era a meta traçada.
A partir desse momento o afinco do Paulo nos treinos ia até a exaustão. Uma vez mais o tempo passou e o grande momento chegou.
De manhã quando abri os olhos devagarinho e vi o sol entrar a jorros através das frestas da janela, pensei que bom! Tudo parece colaborar para que seja um dia memorável.
Desta vez, na nossa frente tínhamos um Paulo diferente, mais seguro de si. Todos sabíamos que o desafio era grande, mas conhecendo-o como o conhecíamos, sabíamos que estava à altura desta exigência.
O recinto estava lotado e o entusiasmo era contagiante. No tapete o Paulo combati-a pela última vez. A luta era renhida. E só no momento final, o Paulo executa uma técnica chamada “ippon” e o arbito dá o combate por terminado e a vitória ao nosso companheiro.
Não cabíamos de contentes e todos o quisemos felicitar. Para mim a vitória do Paulo, não só a nível desportivo como a nível pessoal, constitui um marco.
Foram muitos os ensinamentos que pude retirar: saber enfrentar as dificuldades que a vida nos apresenta sem nunca desistir, foi um deles.
Ainda hoje penso, que gostaria de saber como ficou cego, pois ele nunca tocou no assunto.
Ao chegar ao clube o Paulo já estava a treinar e quando me viu sorriu-me e disse que ia ensinar umas técnicas novas que tinha aprendido na Bulgária onde tinha ganho mais uma medalha de ouro.
Fiquei todo contente e lá fui para o tapete apreender. No treino seguinte o Paulo não estava e pensei que se tinha atrasado. Esperei mas ele não apareceu e, continuou sem aparecer. Nunca mais apareceu.
O tempo foi passando e já os dias eram longos e quentes quando ao entrar no ginásio me deparei com ele. Fiquei estupefacto com o que vi. Ali treinando com os outros, estava o Paulo, mas actuando de uma forma diferente. Intrigado tentei saber o que se passava. O Paulo estava cego mas ninguém sabia explicar o que tinha acontecido.
No final do treino abordei-o, não falou em nada mas senti que não tinha perdido o gosto pelo judo e pelo contrário tentava colmatar as suas dificuldades da sua deficiência com a força de vontade inabalável que nele era já característica.
Dia após dia, os progressos do Paulo eram visíveis.
O dia da competição chegou. Era um momento difícil. Todos sentíamos o peso da responsabilidade.
Procurei chegar mais cedo, não só para não perder nada da prova, mas especialmente para estar com o meu amigo e dar-lhe uma palavra de incentivo. Era bom que ele sentisse que todos torcíamos por ele naquele momento e que acreditasse não só que era capaz mas que era o melhor.
Assim foi, combate após combate ele foi vencendo os seus adversários até chegar ao derradeiro momento. Na bancada nós sofríamos tanto ou mais que ele.
O Paulo venceu superando tudo e todos. Esta viria a ser uma das muitas vitórias que se seguiriam. Foi com grande alegria que o vi estabelecer um novo objectivo. Chegar aos Jogos Paralímpicos era a meta traçada.
A partir desse momento o afinco do Paulo nos treinos ia até a exaustão. Uma vez mais o tempo passou e o grande momento chegou.
De manhã quando abri os olhos devagarinho e vi o sol entrar a jorros através das frestas da janela, pensei que bom! Tudo parece colaborar para que seja um dia memorável.
Desta vez, na nossa frente tínhamos um Paulo diferente, mais seguro de si. Todos sabíamos que o desafio era grande, mas conhecendo-o como o conhecíamos, sabíamos que estava à altura desta exigência.
O recinto estava lotado e o entusiasmo era contagiante. No tapete o Paulo combati-a pela última vez. A luta era renhida. E só no momento final, o Paulo executa uma técnica chamada “ippon” e o arbito dá o combate por terminado e a vitória ao nosso companheiro.
Não cabíamos de contentes e todos o quisemos felicitar. Para mim a vitória do Paulo, não só a nível desportivo como a nível pessoal, constitui um marco.
Foram muitos os ensinamentos que pude retirar: saber enfrentar as dificuldades que a vida nos apresenta sem nunca desistir, foi um deles.
Ainda hoje penso, que gostaria de saber como ficou cego, pois ele nunca tocou no assunto.
terça-feira, 3 de junho de 2008
frases retiradas da obra "A Correspondência de Fradique Mendes"
Capítulo X
"O essencial para um rapaz (afirmava há dias a apreciável senhora, depois do almoço, traçando a perna) é ter padrinhos e apanhar um emprego; fica logo arrumado; o trabalho é pouco e o ordenadozinho está certo ao fim do mês."
Capítulo XV
"Considera antes como foi incontestavelmente a Imprensa, que, com a sua maneira superficial, leviana e atabalhoada de tudo afirmar, de tudo julgar, mais enraizou no nosso tempo o funesto hábito dos juizos ligeiros.
Capítulo II
"A propósito de castelos: cartas de Portugal anunciam-me que o quiosque por mim mandado erguer em Sintra, na minha quintarola; e que lhe destinava como «seu pensadoiro e retiro nas horas de sesta»-abateu. Três mil e oitocentos francos achatados em entulho. Tudo tende à ruina num país de ruinas."
"O essencial para um rapaz (afirmava há dias a apreciável senhora, depois do almoço, traçando a perna) é ter padrinhos e apanhar um emprego; fica logo arrumado; o trabalho é pouco e o ordenadozinho está certo ao fim do mês."
Capítulo XV
"Considera antes como foi incontestavelmente a Imprensa, que, com a sua maneira superficial, leviana e atabalhoada de tudo afirmar, de tudo julgar, mais enraizou no nosso tempo o funesto hábito dos juizos ligeiros.
Capítulo II
"A propósito de castelos: cartas de Portugal anunciam-me que o quiosque por mim mandado erguer em Sintra, na minha quintarola; e que lhe destinava como «seu pensadoiro e retiro nas horas de sesta»-abateu. Três mil e oitocentos francos achatados em entulho. Tudo tende à ruina num país de ruinas."
domingo, 1 de junho de 2008
Poema pessoal
Sentado, junto da minha janela
Vejo, melancólica, a chuva cair
As águas límpidas que escorrem nela
São as lágrimas que derramei quando te vi partir
Partiste sem olhares para trás
Sem pensares o quão triste me deixaste
Já não me sinto mais capaz
De te revelar a alegria que me tiraste
De facto. Alguém partiu. Há nostalgia?!
Não te posso negar que há já saudade
E uma profunda melancolia
Neste ser de tenra idade
Desapareceu a antiga alegria
Ficaste, tenaz, perene infelicidade
Vejo, melancólica, a chuva cair
As águas límpidas que escorrem nela
São as lágrimas que derramei quando te vi partir
Partiste sem olhares para trás
Sem pensares o quão triste me deixaste
Já não me sinto mais capaz
De te revelar a alegria que me tiraste
De facto. Alguém partiu. Há nostalgia?!
Não te posso negar que há já saudade
E uma profunda melancolia
Neste ser de tenra idade
Desapareceu a antiga alegria
Ficaste, tenaz, perene infelicidade
quinta-feira, 1 de maio de 2008
"A revolução dos oprimidos"
Falar na revolução dos cravos, é falar na revolta democrática que pôs fim a um regime ditadura salazarista.
Falar na revolução dos cravos, é falar em liberdade, liberdade que é um dos direitos fundamentais de qualquer ser humano.
Durante muitos anos Portugal viveu sob um regime de ditadura, um período em que não havia liberdade de expressão, num tempo em que tudo era controlado: o que se dizia, o que se escrevia, o que se via o que se lida e sobretudo o que se fazia. Havia a “censura previa” para que nada que pudesse pôr em causa as ideias e valores defendidos pelo regime passasse. Vivia-se um tempo de medo. Ninguém podia pensar ou proceder de modo diferente do que o defendido pelo regime sob pena de ser perseguido ou mesmo preso. Havia uma polícia política, a PIDE que tinha informadores secretos.
Vivia-se mal, os jovens abandonaram o país clandestinamente, fugindo à guerra colonial e outros abandonavam devido à perseguição politica de que eram alvo.
Assim, muitos eram aqueles que queriam ter o direito à liberdade de poderem escolher o seu próprio caminho e de lutarem por um pais livre com acesso a melhores condições de vida.
Saturados de uma guerra colonial que parecia não ter fim, um grupo de militares formou um movimento que preparou um golpe militar, acabou com a ditadura e instaurou um regime democrático.
O movimento dos capitães, mais tarde transformado em movimento das Forças Armadas, porque a ele aderiram grande número de militares, tornou possível o sonho de há muito “Um Portugal Livre”
Hoje podemos dizer que vivemos em democracia: É bom no entanto que essa liberdade seja acompanhada de responsabilidade de forma a não prejudicarmos os outros.
domingo, 6 de abril de 2008
A indiciplina nas escolas
A violência nas escolas está a marcar a actualidade nacional. Diariamente são noticiados nos media situações de indisciplina/violência.
Um dos casos mais emblemáticos surgiu há dias nos noticiados.
Na Escola Carolina Micaellis, no Porto, uma aluna usava o telemóvel numa aula. A professora retirou-lhe o telemóvel. Ela, para o reaver, agrediu a professora empurrando-a e agarrando-a pelo braço, tentando, assim, tirar-lhe o telemóvel das mãos. Tudo isto foi gravado e colocado no “YouTube” por um dos colegas. Este é um pequeno episódio invulgar, pela visibilidade de que foi alvo, muito comum nas nossas escolas.
Com efeito, todos os dias professores são agredidos por alunos, mas raramente essas agressões eram conhecidas antes deste incidente.
A era das novas tecnologias foi à escola, deu-lhe visibilidade e muita instabilidade.
Em casa retira poder aos pais, mas desculpabiliza comportamentos de abandono da educação dos próprios filhos. Aquela mãe acabou por desculpar o comportamento da filha.
Ninguém é responsável pelos seus actos. Os professores são, hoje, frequentemente responsabilizados por todos os males. Por isso, o respeito por eles, ao longo dos últimos anos, tem sido completamente diluído.
Assim, não admira que não hajam mais casos destes ou até piores.
Um dos casos mais emblemáticos surgiu há dias nos noticiados.
Na Escola Carolina Micaellis, no Porto, uma aluna usava o telemóvel numa aula. A professora retirou-lhe o telemóvel. Ela, para o reaver, agrediu a professora empurrando-a e agarrando-a pelo braço, tentando, assim, tirar-lhe o telemóvel das mãos. Tudo isto foi gravado e colocado no “YouTube” por um dos colegas. Este é um pequeno episódio invulgar, pela visibilidade de que foi alvo, muito comum nas nossas escolas.
Com efeito, todos os dias professores são agredidos por alunos, mas raramente essas agressões eram conhecidas antes deste incidente.
A era das novas tecnologias foi à escola, deu-lhe visibilidade e muita instabilidade.
Em casa retira poder aos pais, mas desculpabiliza comportamentos de abandono da educação dos próprios filhos. Aquela mãe acabou por desculpar o comportamento da filha.
Ninguém é responsável pelos seus actos. Os professores são, hoje, frequentemente responsabilizados por todos os males. Por isso, o respeito por eles, ao longo dos últimos anos, tem sido completamente diluído.
Assim, não admira que não hajam mais casos destes ou até piores.
segunda-feira, 10 de março de 2008
o poder de decisão
Esta crónica retrata a decisão influenciada, isto é, uma resposta dada a uma determinada situação a que se chegou devido a uma qualquer influência.
Um dos casos mais poderosos actualmente são os mass media pois estes são um meio de comunicação capaz de dominar qualquer indivíduo quer ele queira, quer não e para isso basta ver o que se passa na nossa sociedade.
Um caso onde isto é bastante evidente é a publicidade a que assistimos todos os dias na televisão, que é feita de uma forma tão apelativa, que influencia as pessoas a adquirirem determinado produto, mesmo que este não seja o melhor.
Outro caso é a questão da politica que os mass media influenciam ainda mais o nosso poder de decisão, pois por vezes a forma como transmitem a informação tem influencia nas pessoas de modo a que estas criem determinada opinião sobre um politico em causa, por exemplo, podendo mesmo leva-lo a ocupar um determinado cargo ou a ganhar uma eleição. Penso que o problema abordado nesta crónica é um dos mais praticados na nossa sociedade consumista e que tem, a meu ver, de ser mudado o mais depressa possível para que as pessoas não sejam iludidas.
Um dos casos mais poderosos actualmente são os mass media pois estes são um meio de comunicação capaz de dominar qualquer indivíduo quer ele queira, quer não e para isso basta ver o que se passa na nossa sociedade.
Um caso onde isto é bastante evidente é a publicidade a que assistimos todos os dias na televisão, que é feita de uma forma tão apelativa, que influencia as pessoas a adquirirem determinado produto, mesmo que este não seja o melhor.
Outro caso é a questão da politica que os mass media influenciam ainda mais o nosso poder de decisão, pois por vezes a forma como transmitem a informação tem influencia nas pessoas de modo a que estas criem determinada opinião sobre um politico em causa, por exemplo, podendo mesmo leva-lo a ocupar um determinado cargo ou a ganhar uma eleição. Penso que o problema abordado nesta crónica é um dos mais praticados na nossa sociedade consumista e que tem, a meu ver, de ser mudado o mais depressa possível para que as pessoas não sejam iludidas.
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